quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Produção cultural no Centro-Oeste de Minas


Produção cultural no Centro-Oeste de Minas
Projetos valorizam festas, artes populares, tradições religiosas, concertos musicais, peças de teatro e patrimônio histórico


O setor cultural do Centro-Oeste de Minas Gerais vai receber mais de meio milhão de reais do Fundo Estadual de Cultura (FEC).

Os recursos são destinados a 20 projetos de preservação de festas e artes populares, de tradições religiosas, revitalização e restauração de monumentos históricos, realização de concertos musicais e espetáculos teatrais.

Esses projetos foram aprovados pelo FEC/2015 e estão distribuídos nas cidades de Oliveira, Nova Serrana, Itapecerica, Camacho, Dores do Indaiá, Divinópolis, Pará de Minas, Carmo do Cajuru, Serra da Saudade, São Francisco de Paula e Itaúna.

Revitalização do patrimônio

Os municípios contemplados já planejam a execução dos projetos culturais. É o caso de Dores do Indaiá que recebeu R$ 110 mil do FEC, R$ 70 mil para restauração e revitalização do prédio da antiga estação ferroviária da cidade.

Arquivo/Prefeitura Dores do Indaiá

O prédio da antiga estação ferroviária de Dores do Indaiá, tombado pelo patrimônio municipal



Os recursos do Fundo Cultural são para a primeira fase das obras, que têm contrapartida de R$ 30 mil da prefeitura. O cronograma da recuperação do edifício começa em janeiro de 2016 com a troca do telhado e reforço da estrutura do prédio.

“No próximo ano, tentaremos mais recursos do FEC para continuação das obras”, afirma o prefeito Ronaldo Costa. Com o investimento na preservação do patrimônio, o prefeito espera aumentar a pontuação do município no ICMS Cultural.

História

O prédio da antiga estação ferroviária de Dores do Indaiá, tombado pelo patrimônio municipal, guarda parte da história da cidade. Foi inaugurado em 28 de dezembro de 1922 pela Estrada de Ferro Paracatu que contribuiu para o desenvolvimento econômico de Dores do Indaiá, considerada a meca cultural e a princesinha do Centro-Oeste mineiro, na década de 30.

Quando a restauração for concluída, o prédio abrigará a biblioteca pública municipal. O lugar também será espaço para o museu permanente da congada que existe há 183 anos, em Dores do Indaiá, e hoje é a principal manifestação cultural da cidade.

Arte popular

Divulgação

Obras de GTO ganharam projeção nacional


“Museu na escola e a escola no museu” é um dos projetos de Divinópolis contemplados com recursos do Fundo Estadual de Cultura. A proposta, idealizada pela Associação Cultural do Museu Residência Geraldo Teles de Oliveira, o GTO, é aproximar a educação da arte popular.

O projeto, dirigido a alunos de 6 a 11 anos de escolas públicas municipais, vai começar a ser desenvolvido no início no ano letivo de 2016. Pra isso, a associação recebeu R$ 20 mil para a confecção de material didático e de cartilhas sobre a história do museu e sobre o GTO, uma dos maiores artistas populares do Brasil.

Segundo o presidente da entidade, Alex Teles, neto do artista, a primeira fase do projeto será apresentar o material e fazer palestras nas escolas sobre a popular brasileira antes e depois do GTO. Em seguida, os professores vão trabalhar o assunto com os estudantes e, na sequência, serão feitas ações educativas no museu, como visitas orientadas.

GTO

Geraldo Teles de Oliveira, o GTO, é um dos mais importantes escultores mineiros. Ele nasceu, em 1913, em Itapecerica, Centro-Oeste de Minas, mas ainda criança se mudou para Divinópolis. Aos 28 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde trabalhou como moldador, funileiro e fundidor. Em 1951, GTO retorna a Divinópolis onde conseguiu emprego como guarda noturno do hospital São João de Deus.

Antes de ser escultor, ele também foi servente de pedreiro e guarda sanitário. Foi trabalhando como vigia noturno que GTO descobriu o talento para a escultura. Induzido por um sonho obsessivo e recorrente, que o incita a entalhar na madeira, ele passa a produzir expressivas peças de qualidade estética incomparável.

Desde o início, suas obras ganham projeção nacional e GTO consagra-se como um dos grandes artistas do país. Participou de bienais, expôs em galerias no Brasil e no exterior, tendo integrado mostras importantes da arte brasileira. O artista e seu trabalho inspiraram também a realização de filmes. GTO morreu aos 77 anos em Divinópolis.

Fundo Estadual de Cultura

O Fundo Estadual de Cultura (FEC) é um mecanismo de fomento da Secretaria de Estado de Cultura que tem como objetivo estimular o desenvolvimento cultural das diversas regiões de Minas Gerais. Visa o estímulo do desenvolvimento cultural, com foco nos municípios. Por meio de financiamento e apoio à propostas que tradicionalmente encontram dificuldade em captar recursos no mercado, o repasse de recursos pelo FEC, ao contrário da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, é direto, sem necessidade de captação junto à empresas.

Agência Minas


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http://cinecap.blogspot.com.br/2009/09/origem-do-festival-de-gramado.html
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