quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Consultoria para projetos culturais. Da criação a captação



Consultoria a projetos culturais

Prestamos consultoria para seu projeto. Tanto na parte de criação, ( sim porque muitas vezes a venda do projeto, o seu patrocínio começa na criação de cenários e ou situações que permitem o merchandising),  na formatação para as leis seja ela Rouanet, Audiovisual, Leis de ICMS e ou ISS, na elaboração do plano de vendas ( Mapa de captação de recursos.) Nesse Mapa nós identificamos os potenciais investidores, aqueles com maior interesse e criamos merchandising adequados aos interesses do patrocinador.

Devemos entender que qualquer projeto que busca patrocínio deve ter um plano de exibição da marca do patrocinador.

Podemos trabalhar por parte de projeto, pelo projeto inteiro ou por consultoria de duas horas por skype para assuntos diversos.

Por uma conversa de duas horas no skype, o valor é de R$ 200.00 ( duzentos reais/duas horas)

Para a consultoria do projeto inteiro irá depender do tamanho e das dificuldades, mas os preços variam de R$ 1.500.00 a R$ 3.000.00

Etapas do projeto ( Criação, Formatação do projeto, Plano de Venda que é o Mapa de Captação) tem preço de R$ 500.00 a R$1.000.00

Fazemos também consultorias para projetos em Crowdfunding

Consulte-nos sobre seu projeto. É gratuita a primeira consulta.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Produção cultural no Centro-Oeste de Minas


Produção cultural no Centro-Oeste de Minas
Projetos valorizam festas, artes populares, tradições religiosas, concertos musicais, peças de teatro e patrimônio histórico


O setor cultural do Centro-Oeste de Minas Gerais vai receber mais de meio milhão de reais do Fundo Estadual de Cultura (FEC).

Os recursos são destinados a 20 projetos de preservação de festas e artes populares, de tradições religiosas, revitalização e restauração de monumentos históricos, realização de concertos musicais e espetáculos teatrais.

Esses projetos foram aprovados pelo FEC/2015 e estão distribuídos nas cidades de Oliveira, Nova Serrana, Itapecerica, Camacho, Dores do Indaiá, Divinópolis, Pará de Minas, Carmo do Cajuru, Serra da Saudade, São Francisco de Paula e Itaúna.

Revitalização do patrimônio

Os municípios contemplados já planejam a execução dos projetos culturais. É o caso de Dores do Indaiá que recebeu R$ 110 mil do FEC, R$ 70 mil para restauração e revitalização do prédio da antiga estação ferroviária da cidade.

Arquivo/Prefeitura Dores do Indaiá

O prédio da antiga estação ferroviária de Dores do Indaiá, tombado pelo patrimônio municipal



Os recursos do Fundo Cultural são para a primeira fase das obras, que têm contrapartida de R$ 30 mil da prefeitura. O cronograma da recuperação do edifício começa em janeiro de 2016 com a troca do telhado e reforço da estrutura do prédio.

“No próximo ano, tentaremos mais recursos do FEC para continuação das obras”, afirma o prefeito Ronaldo Costa. Com o investimento na preservação do patrimônio, o prefeito espera aumentar a pontuação do município no ICMS Cultural.

História

O prédio da antiga estação ferroviária de Dores do Indaiá, tombado pelo patrimônio municipal, guarda parte da história da cidade. Foi inaugurado em 28 de dezembro de 1922 pela Estrada de Ferro Paracatu que contribuiu para o desenvolvimento econômico de Dores do Indaiá, considerada a meca cultural e a princesinha do Centro-Oeste mineiro, na década de 30.

Quando a restauração for concluída, o prédio abrigará a biblioteca pública municipal. O lugar também será espaço para o museu permanente da congada que existe há 183 anos, em Dores do Indaiá, e hoje é a principal manifestação cultural da cidade.

Arte popular

Divulgação

Obras de GTO ganharam projeção nacional


“Museu na escola e a escola no museu” é um dos projetos de Divinópolis contemplados com recursos do Fundo Estadual de Cultura. A proposta, idealizada pela Associação Cultural do Museu Residência Geraldo Teles de Oliveira, o GTO, é aproximar a educação da arte popular.

O projeto, dirigido a alunos de 6 a 11 anos de escolas públicas municipais, vai começar a ser desenvolvido no início no ano letivo de 2016. Pra isso, a associação recebeu R$ 20 mil para a confecção de material didático e de cartilhas sobre a história do museu e sobre o GTO, uma dos maiores artistas populares do Brasil.

Segundo o presidente da entidade, Alex Teles, neto do artista, a primeira fase do projeto será apresentar o material e fazer palestras nas escolas sobre a popular brasileira antes e depois do GTO. Em seguida, os professores vão trabalhar o assunto com os estudantes e, na sequência, serão feitas ações educativas no museu, como visitas orientadas.

GTO

Geraldo Teles de Oliveira, o GTO, é um dos mais importantes escultores mineiros. Ele nasceu, em 1913, em Itapecerica, Centro-Oeste de Minas, mas ainda criança se mudou para Divinópolis. Aos 28 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde trabalhou como moldador, funileiro e fundidor. Em 1951, GTO retorna a Divinópolis onde conseguiu emprego como guarda noturno do hospital São João de Deus.

Antes de ser escultor, ele também foi servente de pedreiro e guarda sanitário. Foi trabalhando como vigia noturno que GTO descobriu o talento para a escultura. Induzido por um sonho obsessivo e recorrente, que o incita a entalhar na madeira, ele passa a produzir expressivas peças de qualidade estética incomparável.

Desde o início, suas obras ganham projeção nacional e GTO consagra-se como um dos grandes artistas do país. Participou de bienais, expôs em galerias no Brasil e no exterior, tendo integrado mostras importantes da arte brasileira. O artista e seu trabalho inspiraram também a realização de filmes. GTO morreu aos 77 anos em Divinópolis.

Fundo Estadual de Cultura

O Fundo Estadual de Cultura (FEC) é um mecanismo de fomento da Secretaria de Estado de Cultura que tem como objetivo estimular o desenvolvimento cultural das diversas regiões de Minas Gerais. Visa o estímulo do desenvolvimento cultural, com foco nos municípios. Por meio de financiamento e apoio à propostas que tradicionalmente encontram dificuldade em captar recursos no mercado, o repasse de recursos pelo FEC, ao contrário da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, é direto, sem necessidade de captação junto à empresas.

Agência Minas


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http://cinecap.blogspot.com.br/2009/09/origem-do-festival-de-gramado.html
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Promoção com cursos grátis no portal Raizes Culturais






Promoção de verão



Grátis, uma palavra boa nos tempos de crise!!!!

O porta de cursos na área da cultura, www.cursosraizesculturais.com.br está realizando uma promoção muito interessante para seus alunos.

Para cada curso comprado, o portal oferece outro de igual valor ou valor inferior. O segundo curso é grátis .

O portal, um dos mais tradicionais na internet de cursos EAD, existente desde 2011, tem somente cursos a distancia, ou cursos "On line" como muitos prefere chamar

Ofertas do portal:
Curso de Produção de Vídeo
Curso de Produção de Cinema
Curso de Produção Executiva
Curso de Produção Cultural
Curso de Captação de Recursos
Curso de Mercado de Trabalho para Artistas

Esse último curso é muito interessante, pois ensina ao ator, músico, cantor a se profissionalizar e principalmente a promover o seu trabalho nas redes sociais. Ensina como usar o Facebook, o Twitter etc

Vale a pena aproveitar essa promoção

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http://cinecap.blogspot.com.br/2009/09/origem-do-festival-de-gramado.html

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Produzindo cultura em tempos de crise

Vale a pena rever esse post



Financiamento público de projetos culturais – Crowdfunding

O ano de 2015 começa com fortes sinais de crise econômica. Essa crise naturalmente irá afetar o lucro das empresas e conseqüentemente a possibilidade delas investir em cultura através das leis de incentivos fiscais.

Encontrar novos caminhos para financiar seu projeto é a saída de todo artista produtor

Uma das janelas de saída desse gargalo é o chamado crowdfunding, ou financiamento coletivo. Já existem no Brasil várias plataformas, ou melhor, sites que são feitos para apresentarem seus projetos, receberem os recursos que viabilizam a sua realização. Eles cobram uma pequena comissão por esse serviço. Se dentro de um prazo estipulado o financiamento não se concluir em sua totalidade, os recursos são devolvidos para quem patrocinou.

É um jogo limpo que tem feito sucesso em todo mundo. Alem do mais, dá muita independência ao realizador, diferente dos projetos financiados pelas leis de incentivos, onde cada valor gasto tem que ser devidamente explicado, trazendo uma grande mão de obra durante toda a produção.

Cada plataforma tem um estilo, um prazo de captação de recursos, um prazo de dias. Existem plataformas também especializadas como em musica, outras em projetos de vídeo e assim por diante.

Na maioria das vezes a captação acontece com as pessoas conhecidas dos produtores e de pessoas que vieram ao site através da divulgação feita por eles.

Sucesso do Projeto:

5 dicas são fundamentais para o sucesso de seu projeto:

1-Interesse público do projeto
As pessoas gostam de patrocinar projetos que busquem o interesse do grande público


2_Boa apresentação
A boa apresentação é fundamental para a venda de seu projeto. Se você trabalha com arte, tem obrigação de ter um projeto com boa apresentação. Seus possíveis patrocinadores tendem a avaliar seu trabalho pela qualidade de seu projeto de apresentação.


3_ Conteúdo importante
È importante que você defenda a importância cultural de seu projeto. È importante que você demonstre que você e seus parceiros possuem autoridade para realizá-lo, que estudaram, pesquisaram e conhecem bem o que irão fazer.

Continua em www.cursosraizesculturais.com.br


Temas como produção cultural, captação de recursos, crowdfunding, direitos autorais, merchandising, redes sociais, cinema, vídeo, produção executiva, patrocínio comercial, curta metragem, direito trabalhista, prestação de contas, tecnologias, equipamentos, entre muitos outros são assuntos desse curso : http://cursosraizesculturais.com.br/

sábado, 4 de julho de 2015

Spcine aposta em novo modelo para incentivar o cinema no município



Guerreira em defesa do cinema paulista e brasileiro, a produtora Assunção Hernandez pediu a palavra durante a cerimônia de divulgação dos projetos da Spcine para implementar o cinema no município e lembrou que, há 13 anos, a entidade fora aprovada com outro nome - SP Filmes - e colocada de lado por uma prefeita (Martha Suplicy), que definiu como 'aloprada'. Por conta disso, durante todo esse tempo se consolidou a RioFilme, que já tem 23 anos. O tema da rivalidade Rio/SP surgiu várias vezes no evento realizado na quinta, 2, à tarde na sede da Prefeitura, no Viaduto do Chá. Integrantes da mesa tentaram contemporizar, mas o prefeito Fernando Haddad admitiu, sim, que São Paulo estava parada, mas não está mais, e que existe a rivalidade. O importante é que a Prefeitura já possui os instrumentos para tentar diminuir essa vantagem e, com a ajuda da comunidade cinematográfica, fazer avançar o cinema no município.



Ao todo, 30 projetos foram selecionados pela Spcine, que surgiu há cinco meses. A relação já havia sido divulgada - os títulos dos filmes, seus diretores e produtores -, mas nessa quinta, 2, o que se discutiu e formalizou na mesa foram os programas de integração. De acordo com o diretor-presidente da Spcine, Alfredo Manevi, não adianta só investir dinheiro na produção. O que é necessário é uma política pública que integre, além da produção, a distribuição e a exibição. Sem a interação de todas essas pontas, a situação continuaria como estava - 60 filmes paulistas prontos e sem espaço para passar.



Havia nomes importantes na plateia. Produtores, diretores, artistas e técnicos. A já citada Assunção e também os diretores Paulo Morelli, Carlos Alberto Riccelli e Roberto Moreira, produtores como Fabiano Gullane e Bel Berlinck, da O2, atores como Cláudia Ohana e Matheus Fagundes, premiado no Festival do Rio por seu papel em Ausência, de Chico Teixeira. Moreira, que não filma desde 2009 - Quanto Dura o Amor - vai finalmente fazer seu terror A Terapia. Ao todo, 30 longas foram habilitados para receber o aporte total de R$ 12,7 milhões. O dinheiro vem da Ancine, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, e de diferentes secretarias do município. A ideia é integrar o governo do Estado.



A novidade desse programa, segundo Manevi, está na aposta em um novo modelo de financiamento que integra produção, distribuição e cria a possibilidade de retorno financeiro. O dinheiro não é fornecido a fundo perdido, mas transforma a empresa em sócia nas rendas e bilheterias de filmes de pequeno, médio e grande orçamento. Isso ocorre não apenas no cinema, com estratégia para atingir 3 mil salas do Brasil inteiro, mas nas outras janelas. A Prefeitura, que já realiza experimentos de distribuição e exibição - o Hamlet de Cristiano Burlan estreou na Sala Olido e no CC São Paulo -, está fazendo licitações para criar 20 telas em diferentes pontos da cidade, inclusive CEUs.



"É preciso criar no público o hábito de ver filmes paulistas e brasileiros. É inadmissível que, na maior cidade do País, exista gente que nunca foi ao cinema nem viu um filme brasileiro", destacou o prefeito. O programa da Spcine contempla quatro linhas de ação. Produção (linha 3) e distribuição (linhas 2 e 3). Os filmes começarão a chegar aos cinemas no mês que vem. É uma carteira diversificada - o edital da Linha 1, voltada à produção de obras de ficção, documentário e animação, recebeu 262 inscrições e será divulgado em outubro. O importante é que o impacto é artístico e cultural, e também econômico. Para cada R$ 1 que a Spcine investir no setor audiovisual paulista, o retorno estimado será de R$ 5,83 na economia da cultura da cidade e do Estado de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


http://cinecap.blogspot.com.br/2009/09/origem-do-festival-de-gramado.html

terça-feira, 30 de junho de 2015

Curso de Produção de Cinema:





Curso de cinema EAD, ” On Line” . As aulas ( texto e vídeos) desse curso estão dentro do site.

Objetivo do curso: Apresentar uma visão abrangente e diversificada sobre a atividade de produção de cinema, favorecendo o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para quem deseja atuar na área.

Atividade profissional: Cineasta, produtor de cinema.

Mercado de Trabalho: Produção de filmes de curta, média e longa-metragem, clips profissionais, além de seriados, clips musicais, documentários e filmes publicitários de alta qualidade.

Este curso é destinado preferencialmente a quem deseja fazer cinema. Diferente do curso de produção de vídeo, este tem como objetivo final a produção para cinema e/ou TV.

Hoje, a tecnologia digital já substitui a da película. Já não se trata de uma tendência, mas de uma realidade consolidada. Muito provavelmente, em poucos tempo todos os filmes serão produzidos digitalmente. Portanto, essa é a tecnologia que precisa ser ensinada e praticada. Note-se que a tecnologia de filmagem em high-definition (HD) está, atualmente, disponível em equipamentos acessíveis a todos.

terça-feira, 23 de junho de 2015

A Boa Safra do "cinema Irrelevante" Brasileiro.







Um longo painel do cinema brasileiro desde os filmes mudos até a produção recente está sendo exposto numa mostra com cem títulos na Cinemateca francesa até 18 de maio próximo. No texto de apresentação da mostra (Brasil! Une histoire du cinéma brésilien), destaque para a emergência de nova geração a partir de 2010, que se iniciou nos curtas e começa a se projetar no plano internacional com as primeiras experiências em longas, e que inclui Kleber Mendonça, Marco Dutra, Fellipe Barbosa, Fernando Coimbra, entre outros. A seleção da mostra foi, de fato, generosa com a produção brasileira desses últimos cinco anos: cobriu o que de mais relevante tem sido feito no chamado “cinema irrelevante”, pois de circulação praticamente restrita a festivais.

Assim, por que se oferece com tão poucas oportunidades de ser visto para além da crítica especializada e do circulo de cinéfilos, louva-se a iniciativa da distribuidora Imagem Filmes de lançar o DVD de “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra. Estreia de Coimbra em longas, “O Lobo…” foi um dos filmes de melhor recepção crítica do ano passado: entre outros, escolhido como melhor filme do ano pela Abraccine. De sorte que, como “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça, em 2013, e neste ano “Casa Grande”, de Fellipe Barbosa (para me circunscrever nesses três exibidos em Paris), “O Lobo…” parece ratificar a emergência e a força do “cinema irrelevante” brasileiro em âmbito internacional.

Inspirado em um caso real de sequestro de uma criança de quatro anos no início dos anos de 1960, no subúrbio do Rio, Coimbra propõe com “O Lobo…” uma narrativa em que se engendram certa pátina de thriller psicológico e dubiedade de pontos de vista do caso, como contado pelos envolvidos. Ou seja, “O Lobo…” ao mesmo tempo explora as possibilidades de seduzir o público, para que se mantenha atento à evolução da trama e seu desfecho, e a dimensão dúbia e conflituosa entre verdade e mentira numa teia que envolve o marido, sua esposa e a amante. Sob esse aspecto, Coimbra tem no horizonte o clássico “Rashomon” (1950), de Akira Kurosawa.

Ao puxar o caso real para o presente, Coimbra se atém, então, aos detalhes de ambiência e de cotidiano dos personagens principais no subúrbio. Assim, a câmara acompanha a movimentação dos personagens na estação de trem, na rua, no trabalho, tanto quanto exibe a maneira pela qual eles se interagem num espaço ao mesmo de indiferença, de opacidade diante do outro, e de promiscuidade fortuita. Essa maneira de acompanhar os personagens, com a câmara sempre próxima e em movimento, gera no espectador a sensação de inquietação e a ansiedade para que os fios da trama se amarrem. Enfim, Coimbra trabalha a evolução dos acontecimentos de modo que o final seja efetivamente aguardado, sem pontas soltas.

Para isso, ele segue com desenvoltura os clichês que assinalam elementos de tensão e incerteza em qualquer thriller psicológico bem sucedido. Visto exclusivamente por este prisma, “O Lobo…” merece atenção de quem busca no cinema emoções diante de uma narrativa que mantém o suspense até a cena final, quando tudo se revela sem qualquer ambiguidade, final aberto ou figuras de estilo. Mas “O Lobo…” mais se serve dos recursos de um thriller para seduzir o espectador do que efetivamente se oferece como obra que perturba à medida que traz a baila os múltiplos sentidos da verdade e da mentira quando se está diante do trágico.

Marido, mulher, amante e o sequestro da filha do casal. Cada um se coloca diante dos acontecimentos como se carregasse culpa por esconder algo importante e, concomitantemente, não conseguisse escapar do falseamento da verdade. Dessa forma, os sentimentos do triângulo nunca são mostrados com nitidez, mostrados de maneira a que o espectador seja afetado pelo que vê e se identifique com um ou outro. Porque trabalha a trama no extremo limite da dubiedade de comportamento humano em situação limite, “O Lobo…” de Coimbra exibe o quanto a fortuidade de encontros é assustadora, e o quanto a dissimulação esconde sinais de uma tragédia anunciada.

À medida que compõe os personagens de modo a que suas intenções não sejam totalmente reveladas, que estejam envoltas numa névoa de incerteza e incoerência, Fernando Coimbra realizou uma das grandes obras do cinema brasileiro recente. Nada em “O Lobo…” é de graça, por isso Coimbra exige que o espectador vá além da inquietação e ansiedade para saber o final, como as pontas do enredo se ligam. “O Lobo…” é uma obra marcante porque, como poucos filmes no cinema nacional, perscruta o reino das aparências, das mentiras casuais, que pode se mostrar tão fútil, banal, quanto apavorante.



Por Humberto Pereira da Silva